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30 de julho de 2010

@coração acabou de entrar


Ele deseja falar com você. Mas você não quer escutar o que ele tem a dizer. Ele chama sua atenção, mas você continua a ignorá-lo.
Ele te manda uma foto. Mas você não tem a opção de aceitar ou recusar. É exatamente a foto de alguém que você insiste em não lembrar.

@coração foi bloqueado. @razão está mandando mensagem.

12 de julho de 2010

Depois da meia-noite...


A noite pode revelar coisas ocultas durante o dia. Ela revela a lua, as estrelas, e os sentimentos se renovando na medida em que a escuridão vem aparecendo, pouco a pouco.
Quando olhar para onde o sol nascerá pela manhã, verá apenas casas e prédios iluminados apenas pela luz fraca da rua. E as outras pessoas, o que estarão fazendo agora?, porque será que eu acho tão estranho pensar nisso, e porque eu ainda paro pra pensar. Provavelmente, nesse momento, do outro lado do mundo algumas pessoas estão tomando café da manhã, outras talvez estejam passando fome, algumas levantam cedo para cumprir com seus deveres, outras permanecem dormindo, longe de todas as responsabilidades desse mundo que apenas quem está acordado tem a chance de viver.

Porque depois da meia-noite... Depois da meia-noite nós acendemos as luzes da cidade. Capital Inicial

4 de julho de 2010

Me odeie, só não esqueça


Apago. O passado. Apago todas as possíveis impressões que tenho deixado, mas que são interpretadas de diferentes maneiras. Erradas.
Porque aquela garota agora foi substituída por alguma outra ainda não devidamente apresentável, por razões comuns. Ninguém se importa em conhecê-la. Melhor assim.
E a partir de agora, qualquer tentativa insignificante de tentar entendê-la, será lembrada pra sempre. Como uma derrota.
Espero que essas sejam as últimas confissões que estão ajudando a estragar a minha vida. Ainda mais.

Se alguém resolver entender isso como uma indireta, sinta-se a vontade. Apenas que fique bem claro, que eu desisti de me explicar. Agora você tem o direito de me odiar.
Por quanto tempo quiser.

22 de junho de 2010

Indisponível


Aqui estou. Diante de uma tela de computador, procurando palavras para descrever o indescritível. Comemorando com toda a ironia que pode haver, o meu dia sem sentimentos.
Porque quanto mais eu insisto em me tornar igual, mais eu pareço diferente. Todo tipo de hipocrisia está sendo aceito, sem distinções nem exigências.
Mas eu não quero mais olhar em volta e ver tudo exatamente como estava a dez minutos atrás, ou talvez dez anos, eu já não sei quanto tempo se passou desde que tudo começou. Chega a ser demasiado cansativo expor tantas opiniões, se nenhuma delas tem valor ou faz diferença alguma.

“...Um dia desses, num desses encontros casuais, talvez a gente se encontre, talvez a gente encontre explicação...” Engenheiros do Hawaii.

14 de junho de 2010

If I Were a Boy...


Se eu fosse um garoto, admiraria todas as garotas, cada uma pelas suas qualidades únicas que as diferenciam umas das outras. Daria mais valor aos sentimentos dela, e nunca a deixaria iludida quando as suas expectativas não correspondessem as minhas.
Se eu fosse um garoto, não me importaria em lhe dar um abraço quando achasse que fosse necessário, não teria vergonha de demonstrar meus sentimentos, ainda mais quando achasse que isso poderia me fazer sentir melhor. Olharia nos seus olhos, e enxergaria meu rosto refletido daquele olhar, e teria certeza que ela havia sido aquela que até então, era dona dos meus sonhos. Andaria ao lado daquela garota, com nossas mãos entrelaçadas, e nada mais precisaria ser dito enquanto estivéssemos ali juntos.
Se eu fosse um garoto, deixaria de lado todo esse machismo e me apaixonaria.

13 de junho de 2010

Internamente improvisado

"Se meus olhos mostrassem a minha alma, todos, ao me verem sorrir, chorariam comigo."Kurt Cobain.



A cada pessoa que conhecemos, conclusões são tiradas, precipitadamente ou não. Algumas vezes palavras ou gestos mal interpretados podem mudar tudo, ou então podem dar início a algo que antes julgávamos impossível. Assim é que são formados os sentimentos de amizade, amor, admiração, lealdade ou apenas respeito, assim como tantos outros.
Mas às vezes, acabamos por cair numa rotina de reações que nos tornam tão iguais, que esquecemos que de uma hora pra outra, tudo pode se tornar fora de nossos planos, esquecemos que somos humanos e, portanto, imprevisíveis, por mais que isso insista em não ser tão aparente e nem tão habitual.

“Mas você era só mais um desses seres, humanos demais, dos quais eu já estou cansada. E será que por mais quanto tempo irei fingir que está tudo bem, quando na verdade, eu queria apenas abrir os olhos, e acordar?”

6 de junho de 2010

A realidade também pode ser inventada


Aquilo era tudo uma imensa falsidade. Uma história daquelas que você imagina os personagens, e eles aparecem. Mas eles não eram reais, e continuam não sendo.
A cada página novas pessoas surgiam, cada uma com características tão diferentes, e tão semelhantes. Possuíam rostos variados, mas o que era comum a todas, era a vontade de sentir os efeitos que a felicidade era capaz de causar. Felicidade que não exige motivos concretos nem certezas.
Tanta gente que gosta da falsidade, do anonimato, enquanto aquelas pessoas apenas queriam viver de verdade, pra serem reais de verdade. Mais uma vez é evidente o quanto nunca estamos satisfeitos com o que temos e o que somos.
Enquanto pessoas inventadas sonham se tornarem reais, nós sonhamos em sermos de mentira, enquanto pessoas lutam para viver, outros querem que tudo acabe de uma vez, enquanto alguns sofrem para manter uma amizade, outros apenas estão indo embora.

29 de maio de 2010

Aquele amor


A música continuava tocando. Deixei que ela me levasse embora, me guiasse até onde eu deveria estar. A lua me olhava nos olhos, mais perto que de costume, aquele som que até então ecoava dentro de mim, agora começava a esvair-se entre o ar frio que batia contra o meu rosto, batia sem causar ferimentos, era inofensivo.
Não me fazia mal algum, naquele momento os meus mais sérios problemas haviam desaparecido com a música, agora o silêncio é que dominava a noite, meus pensamentos faziam com que meus passos andassem mais depressa. Eu não tinha mais como impedir, tudo que eu precisava era visualizar sua sombra em meio à escuridão que aos poucos ia se tornando ainda mais intensa, então de uma sombra você se tornaria real. Era o que eu queria, era o que eu precisava.

Cada momento tinha uma magia incrível, a magia sincera que não exige rótulos, que apenas existe.

21 de maio de 2010

Rascunhos, ou lixo. Como preferir


Porque você sempre parece assim tão indiferente a tudo? Será mesmo que pode pensar como todo mundo, ou até ainda mais? Ou será que simplesmente não está nem aí, como demonstra? Mas enquanto essa sua indiferença me domina, eu continuo imaginando o que eu gostaria de te ouvir dizer, e te fazer entender o quanto se tornou indispensável pra mim esse seu sorriso que eu ainda não compreendi, esses seus olhos quando fixam diretamente os meus. Mas me diga, agora, o que realmente quer dizer?
Ninguém pode entender o quanto cada palavra pode fazer diferença, até que ela seja dita. Só então as consequências aparecem, mas pra mim, as consequências nunca chegam, e agora, o que devo fazer, será que sou importante o suficiente pra você, a ponto de lembrar de mim numa sexta-feira à noite, mesmo a quilômetros de distância que nos separam, mesmo sem saber a minha opinião sobre eu ser a protagonista dos seus sonhos, e você dos meus?
Tudo parece tão hipócrita, mas até a algum tempo atrás parecia tão real, eu jurava que podia até adivinhar quando você estava me olhando, mesmo sem te ver, e isso nem exigia tanto esforço assim. E agora está se tornando cada vez mais comum.

Até o próximo sonho.

16 de maio de 2010

Fugir – Esquecer, Recomeçar. Viver


Eu sempre quis fugir. Pra qualquer lugar, longe dessa mesma vida cheia de rotinas em que tudo é extremamente monótono. Conhecer pessoas que você nunca achou que conheceria, lugares que nunca sonhou em morar, um ar que nunca pensou em respirar.
O motivo por eu não ter feito isso, acredito que seja o mesmo de muitas outras pessoas. Mas eu realmente queria ter a chance de fugir, pra um lugar onde eu não precisa-se me explicar pra ninguém, tivesse a minha independência, a minha liberdade, mas acima de tudo, tivesse quem eu quero ao meu lado, e quem eu não quero, bem longe.
Eu iria esquecer tudo de ruim que já passei, e todas as coisas das quais pra sempre me arrependerei, e ia começar uma nova vida, em que tudo seria perfeito.
Mais uma bobagem. E eu mais uma vez, insisto em achar que o problema está nas pessoas, nas diferenças, das semelhanças... Mas o principal problema, ele é exclusivamente meu. Insistir em estar sempre descontente, com tudo. Só poderia ser coisa de gente que ainda tem muito que aprender.

10 de maio de 2010

Simples, ou como quiser que seja


E eu novamente volto a postar aqui, por mais que eu insista em resistir. Justifico isso, como um vício, sim, este blog, que eu tantas vezes julguei ser inútil e desanimador, agora é parte de mim, e sinto como se quando deixo de frequentá-lo, estou de certa forma abandonando uma parte de mim, uma parte de grande importância, uma parte que agora eu necessito tanto quanto preciso de ar, e mais ainda do que imaginei que precisasse.
E engana-se quem acha que vícios são exclusivamente coisas ruins. Os piores, ou mais indomáveis vícios, são as melhores coisas, o suficiente para se tornarem tão rotineiros a ponto de viciarmos.
São vícios simples como palavras, mas importantes como frases. Insignificantes como a solidão, mas importantes como à companhia. Sinceros como o simples ato de abraçar, ou complicados como o significado de necessitarmos tanto de compreensão.
Quem não sabe enfrentar os defeitos, não é digno das qualidades. Se você for perfeito demais, se tornará excessivo. Se for previsível demais, será cansativo.
É pra sempre. Desprezível.

2 de maio de 2010

Onde está você agora?


Tantos são os motivos que tornam o mundo um lugar tão assustador. Ele faz com que tudo pareça mais difícil, às vezes afasta pessoas que queríamos ter pra sempre perto, ou aproxima pessoas que só nos fazem mal.
Mas hoje eu não vou pensar em você, nem em nós. Por hoje eu não quero ter de volta a lembrança do seu sorriso que eu nunca presenciei, nem das palavras que eu nunca te ouvi dizer, hoje eu quero estar só.
Acompanhada apenas da pessoa que sempre esteve me ajudando a seguir em frente, aquela que sente muita, mas muita raiva de mim algumas vezes, que se entristece pelas minhas atitudes impensadas, mas nem por isso me abandona, a única que eu confio e vou confiar pra sempre, a única que pode me julgar. Essa pessoa sou eu.

29 de abril de 2010

(In)compreensível


Diante desse silêncio, dentro de mim as palavras explodem. É isso que as torna tão inacessíveis, as frases ficam incompletas, as idéias tornam-se o que você achar que devem ser. Tudo continua igual, tudo continua como é.
A falsidade e a mentira ainda estão no comando, a simplicidade e a confiança estão cada vez mais raras, e o pouco que resta está se desfazendo em pedaços.
Mas quem sabe, dessas palavras sem conclusões, apareçam algumas verdades, talvez algumas decepções, e suas causas inexplicáveis.
Porque as inspirações ficaram guardadas, trancadas em um sonho esquecido e lembrado, a cada novo amanhecer. E mais um coração partido é despedaçado.

26 de abril de 2010

Sonhos verbalizados


Eu vivo a idealizar o que eu quero do futuro. De que maneira eu pretendo agir em cada situação, as pessoas que eu pretendo conhecer, dos sonhos que eu acho que nunca conseguirei esquecer.
Mas a cada dia, o futuro está mais ao nosso alcance, e será que um dia todas minhas expectativas serão mesmo realizadas? É isso que eu gostaria tanto de saber. Algumas vezes eu me questiono se vale mesmo a pena pensar tanto em um futuro a longo prazo.
Amanhã eu não vou mais pensar como hoje. Hoje, eu não estou agindo conforme julgo que vou agir amanhã. É tudo uma imensa incerteza que se deixarmos que nos leve, acabaremos por não continuar a sonhar. E então, o que fazer quando ficamos entre uma talvez-futura-realidade e a certeza da realidade de hoje? Eu escolhi a primeira opção. Mas cada momento insiste em estragar tudo, cada vez mais.
O futuro é hoje, e o presente... Já foi.

23 de abril de 2010

A noite insiste em voltar


Pelas ruas escuras deste lugar desconhecido eu tenho a impressão de que posso sem muito esforço, visualizar a cidade inteira, mas todos que vivem aqui, hoje não podem lembrar de mim, estão ocupados demais, eu sou a única que ainda está aqui acordada, vendo as horas passarem diante de mim, junto com a chuva que agora cai sem parar, ela cai sem saber o quanto alguém hoje espera por você.
Eu tenho vivido num mundo em que tudo é diariamente adaptado, estão fazendo das pessoas personagens manipuláveis por um simples elogio.
Faltam alegrias, faltam amizades, falta honestidade.

22 de abril de 2010

E amanhã terei que acordar novamente


A realidade me assusta. Mas amanhã vai ser mais um dia, mais um dos muitos em que sigo em frente, mais um dia sozinha sem ter ninguém com quem eu possa contar. Ninguém verdadeiro que possa realmente me ajudar.
A ilusão de que você irá aparecer já não existe mais. Eu aprendi a viver sem limitações, e mais que tudo, eu aprendi a viver sem a sua presença. E percebi que ela não me agrada, é apenas mais uma das coisas monótonas e frias, das quais a minha vida já está cheia.
Às vezes eu dou sustos a mim mesma. Vejo-me pensando em assuntos bobos, e eles são compostos por você, e pelas minhas lembranças mal apagadas que insistem em aparecer, mesmo quando eu as desejo esquecer.
Quero certezas, porque dúvidas não me levam de maneira alguma para conclusões, apenas para ainda mais ilusões perdidas, platônicas, fantasias fantasiadas, esquecidas, escritas; em mais um lugar sem razão, cujo nome costuma chamar coração.

18 de abril de 2010

Versos covardes, pensamentos soltos, vêm para brincar, de novo


Queria um dia, um único dia, poder gritar para quem quisesse ouvir o que eu penso dessas pessoas previsíveis, com opiniões inconstantes e irritantes que eu vejo à solta por aí. Como pode alguém permitir que essa gente circule livre pela sociedade? Não há perigo maior que esse, acredite.
Sorrisos e acenos frenéticos e repentinos para qualquer um que lhe dirija o olhar. Palavras inúteis ainda sob revisão de como ditas em uma frase. Pensamentos expostos e pronunciados sem conseqüências visíveis. Momentos desperdiçados por idiotices não justificáveis. Esperanças levadas para longe por palavras mal interpretadas. Pedaços de cérebros espalhados pelo chão, ninguém precisa deles quando se tem dinheiro e boas influências sociais.
E mais desabafos inúteis de alguém que cansou do provável e não questionável.

16 de abril de 2010

Porque você apareceu, e me levou a um sonho (...)


E mais uma vez eu me pergunto se você pensa em mim o tanto quanto eu penso em ti. Porque você apareceu, e me levou a um sonho, em que todos os dias eu imagino este sonho realizando-se. E sei que novamente volta à frase de que quando gostamos de alguém, imaginamos que ela seja perfeita, e nos recusamos a aceitar que como todo mundo, essa pessoa também tem defeitos, e a indignação volta para nos derrubar.
Mas essa vez não será assim, porque baby, quando estou com você sinto-me rodeada de paz, essa é a paz que eu quero pra mim, com você não tenho medo algum de ser eu mesma, assim como você tem sido, com seus defeitos e suas qualidades admiráveis, vem pra me mostrar que nem tudo está perdido, e que vale a pena continuar.
E meu bem, essas simples palavras são ditas da forma mais sincera que pode existir

15 de abril de 2010

Quando nos tornamos humanos


Ninguém consegue ser tão insensível a ponto de não lembrar o que é sensibilidade. Às vezes esconder os sentimentos não é uma boa idéia, e eu aprendi isso da maneira mais difícil, como sempre. Mesmo tentando com todas as forças esconder isso, uma hora cansamos de ouvir outras pessoas reclamarem de suas vidas, quando na verdade o que queríamos era esquecer da nossa. As coisas sempre parecem piores quando vistas por nossos próprios olhos. Talvez a explicação para isso seja que só quando sentimos de verdade podemos perceber o quanto é complicado. Tudo se torna tão mais fácil quando aprendemos a sofrer menos pelo que acontece... Eu finalmente percebi isso, e mudei, e pela primeira vez eu percebo claramente que quem mudou fui eu, e não os outros.
Me sinto como se agora estivesse aproveitando de verdade cada momento bom que surge diante de mim, acho que é isso que chamam de vida, e só agora eu estou vivendo, antes era tudo uma mentira, uma brincadeira cujo eu não percebia e continuava a brincar.
E que alegria quando percebemos que a vida realmente é uma brincadeira, mas uma brincadeira feita para encararmos como algo sério, que no futuro acharemos graça e veremos o quanto fomos felizes, e poderíamos ter sido ainda mais se tivéssemos vivido!