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16 de julho de 2012

Quem se importa?



Às vezes, as pessoas só precisam de alguém que realmente se importe, que espere pela resposta da tão clichê pergunta: "tudo bem com você?" Alguém que esteja sempre torcendo pra que essa resposta seja positiva, mas principalmente, que ela seja sincera. E esta pessoa fará o possível para que tudo se transforme em sorrisos.
Um sorriso que não necessite nem de palavras, nem de explicações, porque quando este sorriso aparecer, você saberá que foi a causa dele, e que poderá fazê-lo ressurgir a qualquer momento.
Você sempre tem a chance de trazer à superfície alguém que se encontra no fundo do poço.
Você só precisa segurar bem firme a mão dela. E jamais soltá-la.

"Quem se importa, se ela precisa de carinho, se ela perdeu a direção... Quem se importa? Alguém deveria." 

21 de maio de 2012

Céu azul é o telhado do mundo inteiro


Soa tão bonita e tão esperançosa essa ideia de que existem bilhões de pessoas no mundo, e que nunca devemos sofrer por rejeições, conflitos ou brigas insignificantes causadas por uma dentre essas tantas pessoas existentes.
Mas por outro lado também é tão triste... Tantas pessoas incríveis andando sem rumo pelas ruas, e talvez se sintam tão invisíveis quanto qualquer outro. E nunca conheceremos nem a milésima parte dessas pessoas que poderiam mudar nossa vida em um piscar de olhos, em uma fração de sorriso.
Provavelmente com o objetivo principal de fazer com que ninguém desista dessa busca incansável pelo desconhecido, dizem que todos um dia conhecerão uma pessoa especial que vai nos completar – ou nos transbordar, se for o caso de alguém como eu que já se considera completa – mas a questão é que conheceremos alguém que é tudo que precisávamos.
Se essa pessoa realmente existe, talvez seja alguma espécie de conjunto de todas as qualidades encontradas em todos aqueles milhões de pessoas incríveis que nunca chegaremos a conhecer, talvez seja um “resumo” já pré-definido de tudo o que mais nos agrada.
Talvez nosso nome já esteja caligrafado em letras maiúsculas, no destino de outra pessoa.

“Por que a gente é desse jeito, criando conceito pra tudo que restou? (...) Céu azul é o telhado do mundo inteiro (...)” O Teatro Mágico.

3 de maio de 2012

Sobre estrelas e passado


"(...) até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas." Charles Chaplin.
O passado... Sempre usado como forma de “condenação”. Confesso que sempre fui adepta dessas frases clichês, nesse caso a que diz que não devemos (ou não deveríamos) viver do passado. Mas é impossível não questionar-se em alguns momentos da vida.
Afinal, nos tornamos quem queríamos ser? Quantos foram os sonhos que se realizaram e os que simplesmente deixamos de lado? Quando exatamente, deixamos de ser quem éramos e nos tornamos quem somos?
O que vai restar, e te assombrará quando menos esperar, serão os arrependimentos. Você vai se culpar pelas coisas que não deram certo, e por não ter se arriscado mais, seja por causa das decepções, ou por conta dos padrões de “certo” e “errado”. Mas é tudo tão relativo!
E o que vai ficar mesmo na memória, o que vai provocar as mais angustiantes saudades, serão as coisas mais simples que você nunca deu o devido valor.
Não deixe para perceber só no futuro o quanto seus dias foram mal vividos. Nunca se sabe quantos desses dias ainda temos pela frente, talvez não sejam tantos quanto imaginamos, e se demorarmos demais não tenhamos a oportunidade de sermos felizes como tanto desejamos.
E por favor, não se arrependa de nada. Tudo que você viveu até agora, define quem você é hoje, e todas as escolhas que está fazendo agora, te tornará melhor amanhã.

Até mesmo as mais brilhantes estrelas permanecem a bilhões de anos-luz no passado, e algumas delas nem mesmo existem mais. Mas temos a sorte de ainda podermos contemplá-las. Às vezes as consequências demoram a chegar aos nossos olhos. Só não deixe que seja tarde demais.

24 de abril de 2012

Uma canção é pra isso

Não é possível que restem sentimentos negativos onde houver uma música sendo tocada ou cantada. Ela não precisa estar no volume máximo pra que todos a escutem, e implorem silenciosamente (ou nem tão silenciosamente assim) pra que ela tenha fim.
A verdade é que no fundo do inconsciente de cada pessoa há uma música ecoando de maneira quase imperceptível, fazendo o possível para ser libertada e reproduzida para o mundo externo. Você só precisa dar vida a ela.
A música nasce dentro de você.

“Uma canção é pra acender o Sol
No coração da pessoa
Pra fazer brilhar como um farol
O som depois que ressoa...” Skank.

12 de abril de 2012

Tempo para acreditar

Talvez o mundo realmente esteja ao contrário, talvez sejam as pessoas que estão o enxergando de cabeça para baixo. Mas ninguém percebe, todos já estão acostumados com seus jeitos errados de viver. Mas afinal, quem sou eu pra julgar a forma que os outros escolheram levar, ou as vezes “empurrar” de maneira involuntária, suas vidas adiante? Apenas uma eterna inconformada, mas que apesar de tudo, decidiu acreditar
Acreditar na humanidade, nas pessoas em geral, acreditar que os erros não são castigos, e que nem sempre as coisas boas acontecem apenas pra quem merece, conformar-se que existe injustiça e nunca deixará de existir, mas acreditar que no final todos temos a escolha de sermos felizes independente de tudo.
Nunca deixe de acreditar na possibilidade de apaixonar-se pela vida.

Sempre é tempo para acreditar. E para viver o que acredita.


20 de março de 2012

Sorria

As bolhas de sabão já estouraram. Os amigos imaginários já partiram para viver suas próprias vidas imaginárias. Nuvens são apenas nuvens, não há mais nenhum animal escondido nelas. Acordamos cedo, mas já não é para assistir aos desenhos. Os livros agora contam histórias de outras pessoas, não mais as histórias dos nossos personagens criados e ilustrados por nós mesmos. As músicas que ouvíamos na infância agora são consideradas ridículas, somos adultos demais para ouvir aquilo. Aliás, somos adultos demais para quase tudo que antes nos fazia tão feliz. Talvez seja exatamente por isso que já não há tanta felicidade: somos adultos demais para sorrir.
É claro que no fim sempre resta um pouco disso tudo guardado em nós, o que falta é a inocência para colocarmos em prática a parte mais ingênua e indispensável de nossa vida: a simplicidade das lembranças.

1 de fevereiro de 2012

Sobre o tempo

Observe ao seu redor e verá quantas são as pessoas que ficam felizes por coisas tão simples, que em muitos casos podem passar até mesmo despercebidas, e quantas são as pessoas que simplesmente parecem não se alegrar com nada.
Descobrirá que noites insones às vezes, podem significar dias insanos, e que essas serão suas melhores lembranças. Mas mesmo assim, também é indispensável em algum momento parar e apenas admirar o que há ao seu redor.
É com o tempo que você percebe o quanto é importante levar a qualquer lugar sorrisos reservas, para quem estiver precisando de um pouco de alegria, e um brilho no olhar que contagia e parece fazer o mundo girar, dando sentido a qualquer vida que esteja necessitando de um pouco de motivação para seguir em frente.

Eu espero que nesse ano possa haver tempo. Afinal, é apenas através dele que alguns conhecimentos e experiências são adquiridos. É o tempo o único capaz de afastar o que nos aflinge e trazer novos motivos para sorrir.

“Por mais que a gente cresça, há sempre alguma coisa que a gente não consegue entender.” Engenheiros do Hawaii.

14 de janeiro de 2012

Eu tinha quase dezesseis...


Não costumo me apegar ao passado, ele sempre acaba machucando, de uma forma ou de outra. Se não machuca pelas memórias ruins, causa igualmente dor pelas memórias boas. O motivo, simplesmente por serem apenas lembranças, que não voltam mais, e que nunca tornarão a se repetir. Mas em dezesseis anos nostalgicamente vividos, às vezes é preciso permitir-se recordar.
A verdade é que a capacidade de nos lembrarmos das coisas é realmente incrível. Muitas vezes não lembramos fatos ocorridos na semana passada, mas lembramos exatamente de rostos e momentos que marcaram nossa infância, e essas são as lembranças que tornam-se parte de nós, e dificilmente serão esquecidas.
As pessoas que fazem parte de nossas recordações mais antigas, o quanto estavam querendo sempre nos mimar e com alguns sorrisos nos tornávamos o centro das atenções. Brincar até cansarmos, sem a responsabilidade que agora é indispensável, atitudes que não eram julgadas, éramos apenas crianças, e não entendíamos o valor das palavras, e o que elas podiam causar.
As “pessoas grandes” eram vistas como seres inatingíveis, embora na época nem soubéssemos o significado dessa palavra, e parecia que demoraríamos séculos para chegar à idade em que estavam. Os livros e cadernos antes usados para desenhar e rabiscar adquiriram novas funções. As palavras sinceras que eram ditas, agora na maioria das vezes não passam de mentiras. Os joelhos machucados viraram corações partidos. Os anos que antes eram mostrados e contados nos dedos, agora não caberiam nem que tivéssemos três mãos.
E ainda assim não víamos à hora de crescer e nos tornarmos adultos.

“...ninguém me compreendia, e eu não compreendia ninguém.” Nenhum de Nós.

Acredito que esse seja o texto mais pessoal, dramático e longo já escrito por mim e postado aqui no blog. E o mais difícil também. Há um bom tempo que escrevo sobre as outras pessoas: seus erros, acertos, atitudes, manias, defeitos. E posso dizer que isso passou a ser fácil pra mim, mas quando o assunto escrito é a primeira pessoa do singular - eu, as palavras certas misturam-se à outras, e voltamos a etapa inicial, quando as letras pareciam fazer parte de um verdadeiro enigma, e quando conseguíssemos juntá-las para formar o que elas estavam destinadas a ser, ou seja, as palavras, haveríamos descoberto um verdadeiro tesouro que ninguém jamais poderia nos roubar.

7 de janeiro de 2012

Não há nada de errado na solidão

Perguntas que possuem o silêncio como única forma de resposta.
Frases apagadas por inteiras e depois novamente reescritas pela metade.
Cenários e diálogos, criados na esperança da mais sincera representação da realidade, mas que nunca ultrapassam a imaginação e em alguns segundos serão esquecidos. Ou substituídos por outros ainda mais irreais.
E os mais temíveis confrontos continuam acontecendo dentro de você. E se você ignorá-los será derrotado apenas pela falta de coragem de enfrentá-los.
Mentes solitárias, pessoas corajosas.

25 de dezembro de 2011

Ano novo, erros iguais

E o que resta de mais esperançoso para ser escrito nessa época do ano, a não ser os sinceros desejos de que o próximo ano seja de muita paz, muitos sorrisos e muitos sonhos realizados.
Sim, é bem provável que 2011 não tenha sido um ano tão bom como todos desejaram no final do ano que se passou, mas será que isso não é exemplo suficiente para que não criemos falsas ilusões de tempos melhores? Não estou dizendo que a tendência é sempre piorar (por mais que muitas vezes pareça), sempre é bom manter pensamentos positivos, mas eles não vão adiantar absolutamente nada se você não fizer por merecer e correr atrás dos seus objetivos. Se o ano não foi bom, foi você quem fez dele assim. Todas as decisões que nele houve, foram de responsabilidade sua.
Tudo isso é parte de escolhas feitas por você. Passe todo ano reclamando dos problemas, para no final de cada um desejar que o próximo seja melhor, ou enfrente cada obstáculo que surgir, evitando qualquer tipo de arrependimento quando a contagem regressiva acabar, e os relógios anunciarem a chegada de mais um ano.

14 de dezembro de 2011

Apenas um suspiro e um olhar perdido...


Você olha para longe, mas a verdade é que está enxergando além do que pode ser visto, e ao mesmo tempo não vê nada. E mesmo olhando para um lugar fixo, por alguns instantes torna-se tão fácil perder-se em incansáveis momentos.
Em alguns desses momentos, apenas revivendo e reavaliando o passado. Em outros, criando novas cenas que serão colocadas em prática, ou talvez não, no imprevisível futuro do dia seguinte.
Reviver as lembranças que te tornaram o que você é hoje. Às vezes, isso parece ser perigoso, como algo que está prestes a explodir e te acordar para a realidade. E realmente explode. E o som estrondoso originado pelos seus próprios pensamentos te faz voltar ao presente, onde você se vê uma pessoa diferente da que havia planejado ser, vivendo em um mundo muito diferente daquele que havia sonhado viver.

“Mas afinal, o que é a vida se não uma constante adaptação interminável, onde é preciso adaptar-se a tudo, até mesmo à própria vida, ao nascer de cada novo dia?”

1 de dezembro de 2011

Esse não é só mais um texto sobre amor

Dezenas, centenas... Milhares de pensamentos. Alguns relembram momentos, outros procuram por semelhanças do seu sorriso em outros rostos, e ainda há aquela grande parte que lhe procura no meio da multidão, mesmo sabendo que você não estará lá. Pensamentos, sentimentos. Tão inacessíveis, impossíveis... Indomáveis. Pensamentos estes que você nunca imaginará que um dia existiram.
Mas esse realmente não é só mais um texto sobre amor. É um texto sobre um coração.
Um coração que na época em que sentiu o que aqui está descrito, ainda podia ser considerado um coração sensível, capaz de amar. Não era esse mesmo coração irreconhecível, tornado frio pelas consequências de suas próprias atitudes.
E agora a sua única função tem sido bater de forma monótona, contínua e algumas vezes desesperada. Sem saber exatamente o que procura e o que quer mesmo encontrar. Bate de forma desesperada por saber o que o simples ato de continuar pode significar.

11 de novembro de 2011

Pessoas:

Ou você as ama, ou as odeia.
E nesse mundo cheio de gente, posso afirmar que quando você está certo de que terá paciência de conhecê-las, todas as pessoas, como elas realmente são, se tornará muito mais fácil o convívio. Mas prepare-se, principalmente para sofrer. Aliás, essa é a principal característica encontrada em todas as pessoas, em geral: o sofrimento.
Algumas sofrem por conta de decepções causadas por outras. Outras sofrem por conta de decepções causadas por elas mesmas. Algumas sofrem por um amor não correspondido. Outras sofrem por não poderem corresponder a esse amor. Algumas (a maioria) são julgadas por sofrerem. Outras julgam os sofrimentos alheios, e escondem ao máximo seus próprios sofrimentos pra que outra de suas semelhantes julgadoras, não as julgue.
Sim, a segunda principal característica encontrada nesses seres complexos, denominados seres humanos, é exatamente a sua complexidade. Costumam fazer “tempestades em copos d’água”, ofendem-se facilmente com palavras ditas em momentos errados, geralmente se iludem e se apegam fácil demais, falam mais do que escutam, falam mais do que pensam, falam mais do que suas atitudes demonstram.
Mas ainda assim apesar de tudo, as pessoas são admiráveis. Elas vivem. E isso já é a ação mais corajosa que existe.

2 de novembro de 2011

Des(entender) a mim mesma

A verdade é que tudo que tenho escrito está errado.
Quando alguém escreve, essa pessoa espera que o texto seja um microscópico pedaço de si mesmo, mas que estará destinado a permanecer ali intacto mesmo que as letras se apaguem, mesmo que as palavras percam o sentido, mesmo que ninguém seja capaz de compreender. Mas de algumas semanas, ou talvez até meses, (não tenho mais noção nem do tempo que se passou, considerando que meus dias são medidos conforme a quantidade de sonhos, e eles têm sido cada vez mais escassos) mas, enfim, de alguns tempos até esse momento, procuro palavras que até então desapareciam no ar e não eram capazes de chegar até meus dedos, que agora digitam automaticamente frases que parecem não fazer sentido algum.
E apesar de todas essas palavras que acabam de ser jogadas diante de meus olhos, ainda assim me vejo inteira, nenhuma parte microscópica de mim parece ter ficado nas entrelinhas desse desabafo.
Mas ainda há a chance de que não seja necessário me desfazer em pedaços a cada novo sentimento descrito, e de que em cada vazio que preenche os espaços entre as palavras, esteja, mesmo que de forma imperceptível, eu mesma.

10 de outubro de 2011

O que diziam os poemas?

Falavam sobre as filosofias impostas pela noite, sobre a luta incansável para alcançar o inexistente? Diziam o quanto é importante criar laços de amizade que não venham a te enforcar depois? Criticavam o porquê de ninguém reconhecer seus erros ou davam soluções impraticáveis para suas dores? Deixavam sua mente intacta, ou te tornavam alguém consciente de sua existência?

28 de setembro de 2011

Você vai lembrar de mim...

Enquanto as estações mudam e o mundo inteiro parece estar escondido em um sorriso; enquanto andar solitário pela rua escura, onde as estrelas brilham não só acima de sua cabeça, mas também dentro de sua mente; quando o sol for embora e seu coração estiver na completa escuridão; quando você necessitar de um abraço apertado que lhe acalme, e ninguém mais parece compreender; quando todas as pessoas em que você acreditava se transformarem em sombras irreconhecíveis; enquanto o cansaço não vencer e você lutar para permanecer acordado. Você lembrará? Você vai lembrar de mim?

20 de setembro de 2011

O que é considerado real?

Talvez esse seja o destino da maioria das amizades: perder-se no tempo, na memória, perder-se em meio a outras prioridades que no momento possam parecer mais importantes que todas essas ilusões de dias melhores, tornando-se a cada nova decepção uma nova lembrança jogada no fundo do inconsciente, esperando pacientemente pelo momento oportuno para amedrontar novamente.
E afinal, quais são os pesadelos que te fazem temer a realidade?
Estas são palavras que nunca chegarão a sua verdadeira destinatária, são escritas apenas à minha imaginação, considerando que a amiga que antes nela morava, passou a habitar outra mente inconsciente sobre a realidade; talvez tenha sentido saudades de seu antigo lar, e então, finalmente pode voltar ao mundo imaginário onde ela está destinada a permanecer para sempre.

Para a amiga imaginária que muitas vezes foi considerada real. Mais real que essas pessoas imaginárias que vivem como se realmente existissem.

23 de agosto de 2011

Música... Viva

Toda vida possui música. E toda música possui vida.
Cada acorde que compõe canções tem o poder de mudar um momento, causar pânico ou acalmar, fazer gritar ou provocar o silêncio, mesmo que tudo conspire para que o contrário aconteça, a música faz ao coração o que as palavras fazem à alma: ambos nos obrigam de maneira muitas vezes involuntária a refletir, desfazer tudo de ruim que existe em nós mesmos, recomeçar.
Porque quando a música acaba, restam as lembranças. E a vida inteira para lembrar.

"Dissestes que se tua voz
Tivesse força igual
À imensa dor que sentes
Teu grito acordaria
Não só a tua casa
Mas a vizinhança inteira..."
 Legião Urbana

8 de agosto de 2011

Ninguém quer saber

Quantos foram os pensamentos que perderam-se ao amanhecer de uma noite insone, e os que se concretizaram na mais intensa nostalgia? Quantos foram os sentimentos que brilharam na escuridão como um relâmpago iluminando o céu na noite mais amedrontadora, e os que ocultaram a claridade do mais brilhoso dia? Quantos foram os sonhos antes ignorados e que agora dão sentido a qualquer possível futuro?
Quantas incontáveis vezes foram ditas palavras que automaticamente se contradisseram na frase seguinte?