16 de dezembro de 2015

Pausa para balanço

Dois-mil-e-quinze. Será que já faz quantos anos que esse ano começou? Porque minhas memórias do início deste ano parecem tão longínquas no tempo...
Em 2014 havia iniciado uma pequena meta pessoal: ao longo do ano, escrever em um papel cada momento em que me senti extremamente feliz, identificar o motivo, e então guardar aquele pedaço de papel, repetindo este processo sempre que me sentisse tão feliz a ponto de querer guardar aquele momento para ao final do ano relembrá-lo.
O resultado? No final de 2014, reuni todos aqueles bilhetes, reli todos eles, e relembrei de como fui feliz nos momentos descritos, mas no atual momento em que os lia, o que sentia era quase que uma indiferença, algo como: “o que tornou aquele dia tão especial e digno de ser lembrado, mas que agora já não me causa nenhum daqueles sentimentos anteriores?”
Esse ano de 2015, apesar de continuar com a meta, não escrevi nenhum bilhete que possa ser relido. Isso significa que não tive nenhum momento de felicidade nesse ano? Muito pelo contrário.
Ouso dizer que este foi o melhor ano do qual tenho recordação, e a prova é que apesar de não haverem bilhetes a serem lidos, lembro perfeitamente dos momentos em que fui mais feliz. E sorrio novamente, assim, sozinha mesmo. Não houve essa felicidade em que parece que vamos explodir. Ainda bem, porque não quero explodir de felicidade. Se explodir, não vai restar mais nada, muito menos felicidade. Quero estar inteira em todos os momentos, e continuar sentindo essa alegria humana mesmo, que me fez tão bem ao longo desse ano.

Finais de ano geralmente costumam ser de desejos para que o próximo ano seja bom e todos esses clichês sem sentido. Mas esse final de ano, só tenho a agradecer. Agradecer a qualquer que seja a divindade que possa estar regendo isso aqui, agradecer a quaisquer forças cósmicas, ao destino ou outras coisas do gênero. Ou simplesmente, agradecer às pessoas que apareceram em minha vida, ou àquelas que se reaproximaram depois de algum tempo distantes. Agradecer inclusive por tudo que desejei e não foi possível no ano passado, ter se concretizado nesse ano.
Então 2016, estarei te esperando de braços e coração abertos, mas sem esperar nada de especial. Se você for tão bom quanto 2015, já terá superado todas as expectativas que eu pudesse ter.