8 de maio de 2016

A beleza dos sonhadores

Sou uma defensora do viver e da vida, é inegável. Mas também é inevitável que entre os milhares de dias vividos, em alguns – ou na maioria deles – você só exista. 
A sensação nesses dias se assemelha ao que deve ser sobrevoar o mundo em cima de uma nuvem. Uma nuvem instável. Embora eu nunca tenha tido esta experiência. Bem, não de transitar pelo mundo a bordo de uma nuvem. Mas com certeza, conheço bem a instabilidade dos dias. 
Os dias em que parece não haver caminhos possíveis. Dias imóveis, sufocantes. Você sabe que há tanta vida... Mas você sente-se imergindo nela. Afundando, sendo tragado por essa vida incessante. Sem chance de defesa.
Com uma esperança, – do verbo esperançar, e não do verbo esperar – que alguém igualmente a bordo de uma nuvem pare ao seu lado e lhe indique um caminho. Alguém disposto a seguir pela segunda estrela à direita e então direto, até amanhecer.

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