25 de julho de 2014

Eternidades

Exatas doze horas.
Então, os sinos começaram a tocar.
Eles tocaram por um período aproximado de dois minutos, ininterruptamente, o que fez com que parecesse uma eternidade. E dentro dessa pequena eternidade, tudo ficou em câmera lenta. Não havia mais os costumeiros barulhos da vida acontecendo.
Tudo se silenciou em meio ao toque barulhento dos sinos. Eu sei que parece contraditório, mas foi isso que aconteceu. As pessoas, que antes sabiam fisicamente para onde estavam indo, ficaram expostas em suas inseguranças, em sua lentidão incriminadora.
Nesse instante tudo era vago, como se apenas vagar sem rumo fosse o que viemos fazendo durante todo o percurso percorrido. Mas sempre com a falsa ideia de estar indo a algum lugar, e mais: de estar indo muito longe. Mas veja agora onde estas pessoas estão, caminhando em câmera lenta, sem sair do lugar, presas em suas próprias consciências que não as permitem prosseguir.

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