7 de outubro de 2014

Passarinho voando longe, parece borboleta que fugiu de casa...

Você quer voar, literal e figurativamente. Ganhar asas, altura e manter-se no ar dependendo apenas de sua autoconfiança. Ganhar o mundo pela força, mas não a força física, essa é facilmente adquirida. Carregar o mundo como se ele fosse uma extensão de suas próprias asas. Suas incríveis asas, mas que além do embelezamento ainda não adquiriram funções determinadas, afinal, alçar voo talvez o mantenha distante de si mesmo, distante do previsível mundo criado por você. 
Não nos avisaram as diferenças existentes do mundo quando visto de dentro de um casulo, ou quando é visto em sua imensidão, de lá do céu. Por que depois de ganharmos asas, essa será nossa eterna visão do mundo: como esse pontinho insignificante que somos, em uma galáxia tão imensa e desconhecida, onde em algum lugar do horizonte, o bater de asas de uma singela borboleta talvez possa mesmo influenciar o curso natural das coisas e provocar um tufão do outro lado do mundo. Ou talvez o “curso natural das coisas” seja somente uma criação subjetiva e o bater de asas desta borboleta mude apenas a sua própria consciência, em relação ao restante do mundo existente fora de seu casulo, em nada modificando as vidas que permanecem dentro dele, em sua individualidade.

“É mais corajoso quem não tem medo de voar pelo mundo ou quem aguenta ficar dentro de si?” 
Tati Bernardi.

3 comentários:

Gugu Keller disse...

No nosso em busca irmos, o a nós mesmos virmos.
GK

Rodrigo disse...

"Quanto mais alto voamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar." Nietzsche
E quanto mais cores tivermos, mais pálidos pareceremos ao olhos daqueles que não possuem a leveza para se transformar.

Thomaz Sachetto disse...

Cada vez que releio percebo algo novo que complementa minha interpretação. *_*