9 de maio de 2017

Carta de amor a mim mesma

O amor é algo complicado, né? Você confia, se entrega e nunca é suficiente.
Sinceramente? Agradeça por isso. Na medida em que você se contrai ou se expande para caber em espaços que não são adequados para o seu tamanho, você estará se dispondo a mudar sua forma original. Se você não tem sido suficiente, agradeça, há uma grande possibilidade de que sua forma original esteja íntegra. Conserve-a assim. E mais do que isso: ame-a. Com todas as suas forças, com todo o seu ser.
Os espaços, quando muito pequenos ou muito grandes, não devem ser ocupados à força. Dedique-se a preencher o seu: pinte as paredes, redecore a mobília, espalhe flores, o que preferir. O indispensável mesmo é mantê-lo limpo e longe de migalhas.
Porque entre amar o que desejamos e não temos, como o era o amor Platônico, ou amar somente o que temos, como considerava Aristóteles referindo-se ao amor, prefiro amar quem sou.

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