6 de junho de 2010

A realidade também pode ser inventada


Aquilo era tudo uma imensa falsidade. Uma história daquelas que você imagina os personagens, e eles aparecem. Mas eles não eram reais, e continuam não sendo.
A cada página novas pessoas surgiam, cada uma com características tão diferentes, e tão semelhantes. Possuíam rostos variados, mas o que era comum a todas, era a vontade de sentir os efeitos que a felicidade era capaz de causar. Felicidade que não exige motivos concretos nem certezas.
Tanta gente que gosta da falsidade, do anonimato, enquanto aquelas pessoas apenas queriam viver de verdade, pra serem reais de verdade. Mais uma vez é evidente o quanto nunca estamos satisfeitos com o que temos e o que somos.
Enquanto pessoas inventadas sonham se tornarem reais, nós sonhamos em sermos de mentira, enquanto pessoas lutam para viver, outros querem que tudo acabe de uma vez, enquanto alguns sofrem para manter uma amizade, outros apenas estão indo embora.

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