Páginas

1 de fevereiro de 2012

Sobre o tempo

Observe ao seu redor e verá quantas são as pessoas que ficam felizes por coisas tão simples, que em muitos casos podem passar até mesmo despercebidas, e quantas são as pessoas que simplesmente parecem não se alegrar com nada.
Descobrirá que noites insones às vezes, podem significar dias insanos, e que essas serão suas melhores lembranças. Mas mesmo assim, também é indispensável em algum momento parar e apenas admirar o que há ao seu redor.
É com o tempo que você percebe o quanto é importante levar a qualquer lugar sorrisos reservas, para quem estiver precisando de um pouco de alegria, e um brilho no olhar que contagia e parece fazer o mundo girar, dando sentido a qualquer vida que esteja necessitando de um pouco de motivação para seguir em frente.

Eu espero que nesse ano possa haver tempo. Afinal, é apenas através dele que alguns conhecimentos e experiências são adquiridos. É o tempo o único capaz de afastar o que nos aflinge e trazer novos motivos para sorrir.

“Por mais que a gente cresça, há sempre alguma coisa que a gente não consegue entender.” Engenheiros do Hawaii.

14 de janeiro de 2012

Eu tinha quase dezesseis...


Não costumo me apegar ao passado, ele sempre acaba machucando, de uma forma ou de outra. Se não machuca pelas memórias ruins, causa igualmente dor pelas memórias boas. O motivo, simplesmente por serem apenas lembranças, que não voltam mais, e que nunca tornarão a se repetir. Mas em dezesseis anos nostalgicamente vividos, às vezes é preciso permitir-se recordar.
A verdade é que a capacidade de nos lembrarmos das coisas é realmente incrível. Muitas vezes não lembramos fatos ocorridos na semana passada, mas lembramos exatamente de rostos e momentos que marcaram nossa infância, e essas são as lembranças que tornam-se parte de nós, e dificilmente serão esquecidas.
As pessoas que fazem parte de nossas recordações mais antigas, o quanto estavam querendo sempre nos mimar e com alguns sorrisos nos tornávamos o centro das atenções. Brincar até cansarmos, sem a responsabilidade que agora é indispensável, atitudes que não eram julgadas, éramos apenas crianças, e não entendíamos o valor das palavras, e o que elas podiam causar.
As “pessoas grandes” eram vistas como seres inatingíveis, embora na época nem soubéssemos o significado dessa palavra, e parecia que demoraríamos séculos para chegar à idade em que estavam. Os livros e cadernos antes usados para desenhar e rabiscar adquiriram novas funções. As palavras sinceras que eram ditas, agora na maioria das vezes não passam de mentiras. Os joelhos machucados viraram corações partidos. Os anos que antes eram mostrados e contados nos dedos, agora não caberiam nem que tivéssemos três mãos.
E ainda assim não víamos à hora de crescer e nos tornarmos adultos.

“...ninguém me compreendia, e eu não compreendia ninguém.” Nenhum de Nós.

Acredito que esse seja o texto mais pessoal, dramático e longo já escrito por mim e postado aqui no blog. E o mais difícil também. Há um bom tempo que escrevo sobre as outras pessoas: seus erros, acertos, atitudes, manias, defeitos. E posso dizer que isso passou a ser fácil pra mim, mas quando o assunto escrito é a primeira pessoa do singular - eu, as palavras certas misturam-se à outras, e voltamos a etapa inicial, quando as letras pareciam fazer parte de um verdadeiro enigma, e quando conseguíssemos juntá-las para formar o que elas estavam destinadas a ser, ou seja, as palavras, haveríamos descoberto um verdadeiro tesouro que ninguém jamais poderia nos roubar.

7 de janeiro de 2012

Não há nada de errado na solidão

Perguntas que possuem o silêncio como única forma de resposta.
Frases apagadas por inteiras e depois novamente reescritas pela metade.
Cenários e diálogos, criados na esperança da mais sincera representação da realidade, mas que nunca ultrapassam a imaginação e em alguns segundos serão esquecidos. Ou substituídos por outros ainda mais irreais.
E os mais temíveis confrontos continuam acontecendo dentro de você. E se você ignorá-los será derrotado apenas pela falta de coragem de enfrentá-los.
Mentes solitárias, pessoas corajosas.

25 de dezembro de 2011

Ano novo, erros iguais

E o que resta de mais esperançoso para ser escrito nessa época do ano, a não ser os sinceros desejos de que o próximo ano seja de muita paz, muitos sorrisos e muitos sonhos realizados.
Sim, é bem provável que 2011 não tenha sido um ano tão bom como todos desejaram no final do ano que se passou, mas será que isso não é exemplo suficiente para que não criemos falsas ilusões de tempos melhores? Não estou dizendo que a tendência é sempre piorar (por mais que muitas vezes pareça), sempre é bom manter pensamentos positivos, mas eles não vão adiantar absolutamente nada se você não fizer por merecer e correr atrás dos seus objetivos. Se o ano não foi bom, foi você quem fez dele assim. Todas as decisões que nele houve, foram de responsabilidade sua.
Tudo isso é parte de escolhas feitas por você. Passe todo ano reclamando dos problemas, para no final de cada um desejar que o próximo seja melhor, ou enfrente cada obstáculo que surgir, evitando qualquer tipo de arrependimento quando a contagem regressiva acabar, e os relógios anunciarem a chegada de mais um ano.

14 de dezembro de 2011

Apenas um suspiro e um olhar perdido...


Você olha para longe, mas a verdade é que está enxergando além do que pode ser visto, e ao mesmo tempo não vê nada. E mesmo olhando para um lugar fixo, por alguns instantes torna-se tão fácil perder-se em incansáveis momentos.
Em alguns desses momentos, apenas revivendo e reavaliando o passado. Em outros, criando novas cenas que serão colocadas em prática, ou talvez não, no imprevisível futuro do dia seguinte.
Reviver as lembranças que te tornaram o que você é hoje. Às vezes, isso parece ser perigoso, como algo que está prestes a explodir e te acordar para a realidade. E realmente explode. E o som estrondoso originado pelos seus próprios pensamentos te faz voltar ao presente, onde você se vê uma pessoa diferente da que havia planejado ser, vivendo em um mundo muito diferente daquele que havia sonhado viver.

“Mas afinal, o que é a vida se não uma constante adaptação interminável, onde é preciso adaptar-se a tudo, até mesmo à própria vida, ao nascer de cada novo dia?”

1 de dezembro de 2011

Esse não é só mais um texto sobre amor

Dezenas, centenas... Milhares de pensamentos. Alguns relembram momentos, outros procuram por semelhanças do seu sorriso em outros rostos, e ainda há aquela grande parte que lhe procura no meio da multidão, mesmo sabendo que você não estará lá. Pensamentos, sentimentos. Tão inacessíveis, impossíveis... Indomáveis. Pensamentos estes que você nunca imaginará que um dia existiram.
Mas esse realmente não é só mais um texto sobre amor. É um texto sobre um coração.
Um coração que na época em que sentiu o que aqui está descrito, ainda podia ser considerado um coração sensível, capaz de amar. Não era esse mesmo coração irreconhecível, tornado frio pelas consequências de suas próprias atitudes.
E agora a sua única função tem sido bater de forma monótona, contínua e algumas vezes desesperada. Sem saber exatamente o que procura e o que quer mesmo encontrar. Bate de forma desesperada por saber o que o simples ato de continuar pode significar.

11 de novembro de 2011

Pessoas:

Ou você as ama, ou as odeia.
E nesse mundo cheio de gente, posso afirmar que quando você está certo de que terá paciência de conhecê-las, todas as pessoas, como elas realmente são, se tornará muito mais fácil o convívio. Mas prepare-se, principalmente para sofrer. Aliás, essa é a principal característica encontrada em todas as pessoas, em geral: o sofrimento.
Algumas sofrem por conta de decepções causadas por outras. Outras sofrem por conta de decepções causadas por elas mesmas. Algumas sofrem por um amor não correspondido. Outras sofrem por não poderem corresponder a esse amor. Algumas (a maioria) são julgadas por sofrerem. Outras julgam os sofrimentos alheios, e escondem ao máximo seus próprios sofrimentos pra que outra de suas semelhantes julgadoras, não as julgue.
Sim, a segunda principal característica encontrada nesses seres complexos, denominados seres humanos, é exatamente a sua complexidade. Costumam fazer “tempestades em copos d’água”, ofendem-se facilmente com palavras ditas em momentos errados, geralmente se iludem e se apegam fácil demais, falam mais do que escutam, falam mais do que pensam, falam mais do que suas atitudes demonstram.
Mas ainda assim apesar de tudo, as pessoas são admiráveis. Elas vivem. E isso já é a ação mais corajosa que existe.

2 de novembro de 2011

Des(entender) a mim mesma

A verdade é que tudo que tenho escrito está errado.
Quando alguém escreve, essa pessoa espera que o texto seja um microscópico pedaço de si mesmo, mas que estará destinado a permanecer ali intacto mesmo que as letras se apaguem, mesmo que as palavras percam o sentido, mesmo que ninguém seja capaz de compreender. Mas de algumas semanas, ou talvez até meses, (não tenho mais noção nem do tempo que se passou, considerando que meus dias são medidos conforme a quantidade de sonhos, e eles têm sido cada vez mais escassos) mas, enfim, de alguns tempos até esse momento, procuro palavras que até então desapareciam no ar e não eram capazes de chegar até meus dedos, que agora digitam automaticamente frases que parecem não fazer sentido algum.
E apesar de todas essas palavras que acabam de ser jogadas diante de meus olhos, ainda assim me vejo inteira, nenhuma parte microscópica de mim parece ter ficado nas entrelinhas desse desabafo.
Mas ainda há a chance de que não seja necessário me desfazer em pedaços a cada novo sentimento descrito, e de que em cada vazio que preenche os espaços entre as palavras, esteja, mesmo que de forma imperceptível, eu mesma.

10 de outubro de 2011

O que diziam os poemas?

Falavam sobre as filosofias impostas pela noite, sobre a luta incansável para alcançar o inexistente? Diziam o quanto é importante criar laços de amizade que não venham a te enforcar depois? Criticavam o porquê de ninguém reconhecer seus erros ou davam soluções impraticáveis para suas dores? Deixavam sua mente intacta, ou te tornavam alguém consciente de sua existência?

28 de setembro de 2011

Você vai lembrar de mim...

Enquanto as estações mudam e o mundo inteiro parece estar escondido em um sorriso; enquanto andar solitário pela rua escura, onde as estrelas brilham não só acima de sua cabeça, mas também dentro de sua mente; quando o sol for embora e seu coração estiver na completa escuridão; quando você necessitar de um abraço apertado que lhe acalme, e ninguém mais parece compreender; quando todas as pessoas em que você acreditava se transformarem em sombras irreconhecíveis; enquanto o cansaço não vencer e você lutar para permanecer acordado. Você lembrará? Você vai lembrar de mim?

20 de setembro de 2011

O que é considerado real?

Talvez esse seja o destino da maioria das amizades: perder-se no tempo, na memória, perder-se em meio a outras prioridades que no momento possam parecer mais importantes que todas essas ilusões de dias melhores, tornando-se a cada nova decepção uma nova lembrança jogada no fundo do inconsciente, esperando pacientemente pelo momento oportuno para amedrontar novamente.
E afinal, quais são os pesadelos que te fazem temer a realidade?
Estas são palavras que nunca chegarão a sua verdadeira destinatária, são escritas apenas à minha imaginação, considerando que a amiga que antes nela morava, passou a habitar outra mente inconsciente sobre a realidade; talvez tenha sentido saudades de seu antigo lar, e então, finalmente pode voltar ao mundo imaginário onde ela está destinada a permanecer para sempre.

Para a amiga imaginária que muitas vezes foi considerada real. Mais real que essas pessoas imaginárias que vivem como se realmente existissem.

23 de agosto de 2011

Música... Viva

Toda vida possui música. E toda música possui vida.
Cada acorde que compõe canções tem o poder de mudar um momento, causar pânico ou acalmar, fazer gritar ou provocar o silêncio, mesmo que tudo conspire para que o contrário aconteça, a música faz ao coração o que as palavras fazem à alma: ambos nos obrigam de maneira muitas vezes involuntária a refletir, desfazer tudo de ruim que existe em nós mesmos, recomeçar.
Porque quando a música acaba, restam as lembranças. E a vida inteira para lembrar.

"Dissestes que se tua voz
Tivesse força igual
À imensa dor que sentes
Teu grito acordaria
Não só a tua casa
Mas a vizinhança inteira..."
 Legião Urbana

8 de agosto de 2011

Ninguém quer saber

Quantos foram os pensamentos que perderam-se ao amanhecer de uma noite insone, e os que se concretizaram na mais intensa nostalgia? Quantos foram os sentimentos que brilharam na escuridão como um relâmpago iluminando o céu na noite mais amedrontadora, e os que ocultaram a claridade do mais brilhoso dia? Quantos foram os sonhos antes ignorados e que agora dão sentido a qualquer possível futuro?
Quantas incontáveis vezes foram ditas palavras que automaticamente se contradisseram na frase seguinte?

11 de julho de 2011

Nos perderemos entre monstros...


Mesmo depois de adultos, até as mentes mais corajosas continuam a serem assombradas pelos temíveis monstros da infância. A diferença é que agora você não verá mais “bichos-papões” sem formas definidas e que só parecem causar medo quando em contato com o escuro das imaginações mais criativas.
Agora talvez você não os reconheça, afinal, eles fantasiam-se de seres humanos e caminham livres pelas ruas, entre pessoas que se dizem humanas e outras que apenas fantasiam-se dos mais variados personagens, apenas para não ser quem realmente são.

Nos perderemos entre monstros...
...da nossa própria criação.

13 de junho de 2011

Nós somos todos os mesmos...


Estou indo pra qualquer lugar onde não exista destino. Onde nenhum texto reescrito seja aceito, obrigando assim que novos pensamentos surjam a cada novo parágrafo, e que parágrafos sejam escritos a cada novo pensamento, sem desperdícios, restrições ou julgamentos ignoráveis devido a sua tamanha incompreensão de idéias. Porque nem tudo deve ser entendido. E a incompreensão faz com que muitas outras conclusões apareçam, sejam elas teorias impraticáveis, ou descobertas geniais, que possam mudar gerações, ou apenas fazer com que você viva de maneira mais real e perceba que nem sempre os sonhos são o que nós queremos que sejam.

...humanos em todo nosso jeito e toda a dor.

19 de maio de 2011

Inspiração roubada


Seja você quem for, em qualquer lugar que esteja, nem sempre a inspiração encontrará você, mas se você encontrá-la, então guarde aqueles sentimentos que estavam prontos para serem levados ao lixo, guarde os rascunhos, guarde as palavras, e se possível, faça-os chegarem até mim. Não, não estou querendo seus textos que você julgou serem inúteis, mesmo que eu saiba que não são. Tanto que essa inspiração que preciso, pode ser mandada através de uma carta sem remetente, através de alguma música que você tenha certeza que será ouvida sempre que um sentimento específico surgir, ou até mesmo pelo seu sorriso, seu olhar, por meio de sonhos ou da realidade. Não sendo necessário, portanto, que ela seja expressa em palavras. Escolha a forma que preferir, apenas garanta que essas criações cheguem até mim.
Preciso ter minha inspiração "devolvida", ou talvez devo dizer "reconquistada", "reencontrada", sem ela sou uma pessoa comum, e todos sabem o quanto pessoas comuns são insignificantes.
Eu sinto falta das palavras, eu sinto falta dos sentimentos, eu sinto falta de mim mesma e do que eu posso me tornar ao escrever.

3 de maio de 2011

O mundo todo está esperando pelo sol


São incontáveis as pessoas que irão passar pela sua vida, algumas serão quase insignificantes, e passarão despercebidamente, (a maioria delas, na verdade) mas as que por um instante que seja pararem, elas farão com que você pense e entenda o porque daquelas pessoas anteriormente terem simplesmente passado como uma leve brisa da manhã, não deixando rastros ou pistas a serem percorridas, apenas abrindo caminho para que em breve o sol esteja despertando de sua longa noite de descanso.

E então ele acorda e vai abrindo os seus olhos brilhantes, com todo o tempo, paciência e calma possíveis, aproveitando a paisagem, olhando para o céu, aproveitando sua vista privilegiada de lá de cima...

Sobre o que eu falava no início desse texto mesmo? As pessoas? Esqueça tudo o que eu disse, elas não são importantes, elas apenas fazem você se sentir mal, para que se sintam bem, e quando acharem que você não pode mais ajudá-las a conseguirem o que querem, você será apenas mais uma dessas criaturas inúteis que se acham melhores do que todas pelo simples fato de serem importantes para alguém. Sem nem imaginar que esse alguém para o qual um dia foram indispensáveis, a dispensou e talvez nem lembre que você existe. Então deixe de apenas existir por alguém, e viva. Por você.

...O importante mesmo é ver o sol acordar, e saber que todos temos a chance desse mesmo recomeço, todas as manhãs.

22 de abril de 2011

Viva o que leu (ou leia o que viveu)


Sabe os textos mais incompreensíveis e ignoráveis, mas que mesmo assim permanecem inesquecíveis? São muitos os motivos que os tornam assim.
As palavras que escondem razões. As frases que envolvem tantos sentimentos. Os parágrafos, cada um deles único, compostos pelas mais diversas inspirações. As entrelinhas que escondem segredos que nenhum coração humano jamais será capaz de possuir.
E você ao ler esses fragmentos de sonhos, esses projetos de realidade, esses pedaços da alma de autores, transmite um pouco disso tudo para si, passando assim a fazer parte de quem escreveu, e passando a viver o que acabou de ler.

3 de abril de 2011

Hello


Não há com quem conversar. Já tentou falar com sua mente? Ela é tão solitária, indefinida e insignificante quanto você mesma. Talvez até ela também procure, como você, alguém para conversar, trocar confidências, segredos e compartilhar a tão comum indiferença. Mas ninguém deseja criar laços, e ter uma amizade que sabe mais sobre você que você mesma.
Todos insistem em ter uma antipatia e uma rivalidade contra suas próprias atitudes. Mas se você der uma chance, pode se surpreender e descobrir que possui mais coisas um comum com sua mente, ou seja, com você, do que qualquer outra pessoa.

"Hello I am your mind giving you someone to talk to..." Evanescence - Hello.